O jornalismo comunitário ganhou uma grande aliada nos últimos anos: A interatividade. Para vários pesquisadores, o termo significa o potencial de habilidade de uma mídia em permitir que o usuário exerça influência sobre o conteúdo ou a forma da comunicação apresentada.
Mas a interatividade como parceira deste segmento jornalístico só foi possível, graças à popularização de novas tecnologias, aliadas ao barateamento de computadores e celulares. O resultado pôde ser comprovado por números no primeiro capítulo desta Pesquisa.
Na contramão do crescimento do número de brasileiros conectados à Internet e de venda de computadores, estudos apontam que a venda de telefones celulares sofreu redução. Entre os meses de Janeiro e Agosto de 2009, o número de aparelhos vendidos foi 20% menor que o mesmo período de 2008. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de novas linhas, no entanto, aumentou 1,6% em comparação a 2008. Ainda de acordo com a Agência, 85,9% dos brasileiros possuem um aparelho de telefone móvel.
Considerando que, atualmente, os principais meios de interação entre veículos e audiência tem sido telefones celulares (através de ligações e mensagens de texto) e internet (através dos sites dos veículos), os dados acima representam um canal aberto ente as duas partes.
O público da televisão sabe o caminho certo de chegar ao programa preferido, deixar críticas, sugestões e tirar dúvidas, além de participar na criação de atrações televisivas. Há muito interesse comercial por trás desta interação, e, por isso, na televisão, este segmento é crescente. No entanto, a Pesquisa mostra adiante que este veículo foi um dos últimos a descobrir os benefícios da participação do público, já que esta forma de comunicação é relativamente nova.
3.1 História da Interatividade na Televisão
O público conheceu a interatividade através do rádio. Por telefone, o ouvinte se transformava num emissor, enquanto outras milhares de pessoas o ouviam. O modelo serviu para popularizar este veículo de comunicação. Segundo o diretor regional da BBC para rádios e sites locais, Lucio Mesquita, em entrevista ao Portal IMPRENSA (2009), “até recentemente, a única forma prática de interatividade era o telefone e o rádio sempre explorou, e bem, o uso da telefonia fixa para obter informação e interagir com o ouvinte”, acrescentando que a internet e a telefonia móvel são novas opções que o rádio tem para alcançar uma audiência maior.
Os jornais impressos também se utilizam desta prática. É o caso de seções comumente chamadas de Carta do Leitor, quando os leitores daquele periódico escrevem sobre determinados assuntos já publicados. Uma ótima ferramenta mercadológica, segundo Juvenal Zanchetta Junior publicou em Imprensa Escrita e Telejornal: “Iniciativas como essas deixam entrever a face mais empresarial da imprensa: veiculam-se, de preferência, assuntos capazes de atrair o leitor”. (2004, p. 15).
Seguindo a mesma linha de outros veículos, a televisão incorporou a interatividade em sua programação. O primeiro programa a utilizar deste recurso como atração principal foi o extinto “Você Decide”, da Rede Globo de Televisão. O programa foi ao ar de 1992 ao ano 2000 e era de grande popularidade. Os telespectadores, inicialmente, podiam escolher o final da trama apresentada no programa, através das opções sim e não. O voto era feito por telefone. Com o passar do tempo, o programa começou a variar as possibilidades, como conta o site Memória Globo, da Rede Globo de Televisão.
A partir daí, outros programas começaram a receber a participação do público pelo telefone, fazendo com que os telespectadores tivessem o direito de escolher o que queriam assistir.
O formato inspirou o programa Intercine, na mesma emissora, em 1996 e que continua no ar até hoje. Os telespectadores escolhem, com 24 horas de antecedência, entre três filmes. O vencedor é exibido na madrugada do sábado.
Seguindo esta linha, de fazer o público escolher o que quer assistir, o canal fechado TNT exibe o programa Cinema A La Carte, utilizando a internet como meio de interatividade, fazendo o público escolher entre dois ou mais filmes. O vencedor da votação é exibido na programação.
Na Music Television (MTV), o programa Barraco MTV, exibido pela primeria vez em 2000, era um grande debate, que recebia opiniões e sugestões de seus telespectadores através de fax, telefone, e-mail e até bip.
Programas jornalísticos começaram a fazer uso da interativideade, percebendo o poder que ela exercia nos telespectadores, ávidos por opiniar e palpitar no conteúdo mostrado na televisão. No entanto, há correntes de especialistas que defendem que não haja interatividade na televisão, ou que ela seja limitada.
É o caso de um grupo de pesquisadores em relação ao dominical Fantástico, também da rede Globo, que realiza enquetes com o público, através de um telefone gratuito. Em 2002, o modelo foi criticado por Gabriela Gemignani e Marcos Pierry, em artigo publicando no livro A Vida Com a TV – O poder da televisão no cotidiano (2002, p. 134), por limitar o número de ligações a 2 mil chamadas. Nesta época, apenas no Estado de São Paulo, 1,5 milhão de pessoas sintonizava a atração. O número de espectadores, só naquele Estado, segundo os pesquisadores, representava 0,13% do número de ligações.
Entre erros e acertos, a televisão foi adaptando a interatividade ao seu modo e, hoje, o público tem total acesso às equipes que comandam a programação. A opinião do público é um dos quesitos fundamentais que mantém ou retiram uma atração do ar. Através de e-mails, telefonemas para as emissoras, ou até comentários feitos por telespectadores em sites de discussão, redes sociais e blogs, o grau de aceitação é medido. A isso também se dá o nome de interatividade.
3.2 A interatividade hoje
A popularização de computadores, o aumento de velocidade da internet e a facilidade em adquirir telefones celulares, são alguns dos aspectos mais marcantes para a viabilização da interatividade nos veículos de comunicação atuais. Os veículos nunca estiveram tão perto de sua audiência, estabelecendo a comunicação como uma via de mão dupla.
As redes sociais são um grande instrumento de comunicação entre empresas e audiência. Pesquisa publicada em Março de 2009, pela IBM, mostra a popularidade das redes. O estudo prevê que, em três anos, o número de internautas em redes sociais (Orkut, Facebook, MySpace, Twitter, entre outros) ultrapassará 800 milhões. Ainda de acordo com a pesquisa, a TV pela internet, em 2012, deve apresentar o maior crescimento da rede, com aumento de 104% de participação.
O gerente de Interatividade do Pajuçara Sistema de Comunicação (PSCOM), Marcelo Martins, tem a função de ficar atento ao surgimento de novas mídias e viabilizar o uso delas na televisão, para que possam estreitar o canal de comunicação entre emissora e telespectador. Segundo ele, a internet traz inúmeras ferramentas úteis para que se exerça a interatividade. Ele acredita que as ferramentas de comunicação criam maior entendimento por parte da audiência, sobre o formato dos programas ofertados e deixam a empresa conhecer as opiniões de quem acompanha a programação. “As pessoas querem dar opiniões sobre determinados assuntos, participar de promoções, fazer denúncias e gostam de ver tendo valor sua opinião ou sugestão de pauta” (ENTREVISTA, 2009). Marcelo diz ainda que, diariamente, o Portal de Voz recebe cerca de 15 mil ligações. São pessoas que participam de enquetes, promoções e dão sugestões.
No entanto, a internet ainda não é o ponto forte da interatividade no PSCOM. Marcelo Martins explica que, dentre as ferramentas de interatividade da empresa, que inclui Portal de Voz (serviço de ligações), SMS, Clube de Assinaturas por SMS, Twitter, Orkut, MSN e e-mail, o telefone ainda é o mais usado. Neste caso, utilizando-se do Portal de Voz.
Agora, a expectativa é para a chegada da TV Digital, que deve cobrir todo o território nacional até 2014. A previsão do Ministério das Comunicações é de que o sinal digital chegue à casa de todos os brasileiros antes disso. Em 2016, o sinal analógico deve ser completamente substituído pelo digital.
3.3 A interatividade na TV Digital
A TV Digital começou a ser implantada no Brasil em dezembro de 2007. Muito antes disso, as discussões sobre esta nova tecnologia giravam em torno de modelos a serem adotados pelo Brasil (norte americano, japonês ou europeu), a adequação tecnológica das emissoras e a qualidade de som e imagem transmitidos pelo sistema.
As conversas não paravam por aí. Uma das grandes novidades da TV Digital é a interatividade. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, em 25/08/2009, o diretor de Engenharia da TV Globo São Paulo, Raymundo Barros, considerou que, em alguns anos, a interatividade será tão importante quanto o áudio e vídeo são para os telespectadores. Ele disse ainda que é “uma excelente ferramenta para aumentar a atratividade de nossos conteúdos”.
Outros especialistas concordam com Raymundo Barros. No livro Televisão Digital – desafios para a comunicação, organizado por Sebastião Squirra e Yvana Fechine, o PhD em Ciências da Computação, Carlos Ferraz, defende o aumento da participação do público, que deixa de ser passivo (apenas recebe a programação) para ser ativo (influenciar na programação e escolher o que quer assistir), quando se reúne os canais de interatividade atuais (basicamente telefone e internet) no controle remoto. No entanto, os pesquisadores acreditam que a interatividade só será aceita pelo público se o usuário conseguir identificar uma utilidade nela.
Segundo Carlos Ferraz, as discussões sobre a interatividade na TV Digital se voltam para as formas de participação do telespectador no conteúdo. Mas já há idéias de que será possível, por exemplo, durante a exibição do capítulo de uma novela, que o telespectador obtenha informações e até compre um objeto que está em cena, pelo controle remoto. A TV Digital ainda torna possível participar de enquetes e ler sinopses dos programas.
Mas os brasileiros vão ter que esperar um pouco para aproveitar da interatividade no mundo digital. Em primeiro lugar, porque a previsão é de que ela só comece a funcionar em dois ou três anos, com a segunda fase da implantação da tecnologia no Brasil. Em segundo, porque, segundo Ferraz, “não há modelos de negócios consistentes, que conveçam as emissoras a investir”. Outro empecilho pode estar, ainda de acordo com o autor, na resistência do público, durante a transição de passividade para atividade. Tais obstáculos podem ser superados, segundo o especialista, usando a criatividade.
Mas a interatividade como parceira deste segmento jornalístico só foi possível, graças à popularização de novas tecnologias, aliadas ao barateamento de computadores e celulares. O resultado pôde ser comprovado por números no primeiro capítulo desta Pesquisa.
Na contramão do crescimento do número de brasileiros conectados à Internet e de venda de computadores, estudos apontam que a venda de telefones celulares sofreu redução. Entre os meses de Janeiro e Agosto de 2009, o número de aparelhos vendidos foi 20% menor que o mesmo período de 2008. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de novas linhas, no entanto, aumentou 1,6% em comparação a 2008. Ainda de acordo com a Agência, 85,9% dos brasileiros possuem um aparelho de telefone móvel.
Considerando que, atualmente, os principais meios de interação entre veículos e audiência tem sido telefones celulares (através de ligações e mensagens de texto) e internet (através dos sites dos veículos), os dados acima representam um canal aberto ente as duas partes.
O público da televisão sabe o caminho certo de chegar ao programa preferido, deixar críticas, sugestões e tirar dúvidas, além de participar na criação de atrações televisivas. Há muito interesse comercial por trás desta interação, e, por isso, na televisão, este segmento é crescente. No entanto, a Pesquisa mostra adiante que este veículo foi um dos últimos a descobrir os benefícios da participação do público, já que esta forma de comunicação é relativamente nova.
3.1 História da Interatividade na Televisão
O público conheceu a interatividade através do rádio. Por telefone, o ouvinte se transformava num emissor, enquanto outras milhares de pessoas o ouviam. O modelo serviu para popularizar este veículo de comunicação. Segundo o diretor regional da BBC para rádios e sites locais, Lucio Mesquita, em entrevista ao Portal IMPRENSA (2009), “até recentemente, a única forma prática de interatividade era o telefone e o rádio sempre explorou, e bem, o uso da telefonia fixa para obter informação e interagir com o ouvinte”, acrescentando que a internet e a telefonia móvel são novas opções que o rádio tem para alcançar uma audiência maior.
Os jornais impressos também se utilizam desta prática. É o caso de seções comumente chamadas de Carta do Leitor, quando os leitores daquele periódico escrevem sobre determinados assuntos já publicados. Uma ótima ferramenta mercadológica, segundo Juvenal Zanchetta Junior publicou em Imprensa Escrita e Telejornal: “Iniciativas como essas deixam entrever a face mais empresarial da imprensa: veiculam-se, de preferência, assuntos capazes de atrair o leitor”. (2004, p. 15).
Seguindo a mesma linha de outros veículos, a televisão incorporou a interatividade em sua programação. O primeiro programa a utilizar deste recurso como atração principal foi o extinto “Você Decide”, da Rede Globo de Televisão. O programa foi ao ar de 1992 ao ano 2000 e era de grande popularidade. Os telespectadores, inicialmente, podiam escolher o final da trama apresentada no programa, através das opções sim e não. O voto era feito por telefone. Com o passar do tempo, o programa começou a variar as possibilidades, como conta o site Memória Globo, da Rede Globo de Televisão.
Em 1997, foi testado um modelo com três possibilidades, mas meses depois o programa voltou ao formato original. As perguntas, porém, passaram a ser mais complexas: em vez de “sim” e “não”, havia escolhas entre o amor por duas pessoas, se suspeito era ou não culpado de um crime ou mesmo quem era o pai de um personagem. (acessado em 2009).
A partir daí, outros programas começaram a receber a participação do público pelo telefone, fazendo com que os telespectadores tivessem o direito de escolher o que queriam assistir.
O formato inspirou o programa Intercine, na mesma emissora, em 1996 e que continua no ar até hoje. Os telespectadores escolhem, com 24 horas de antecedência, entre três filmes. O vencedor é exibido na madrugada do sábado.
Seguindo esta linha, de fazer o público escolher o que quer assistir, o canal fechado TNT exibe o programa Cinema A La Carte, utilizando a internet como meio de interatividade, fazendo o público escolher entre dois ou mais filmes. O vencedor da votação é exibido na programação.
Na Music Television (MTV), o programa Barraco MTV, exibido pela primeria vez em 2000, era um grande debate, que recebia opiniões e sugestões de seus telespectadores através de fax, telefone, e-mail e até bip.
Programas jornalísticos começaram a fazer uso da interativideade, percebendo o poder que ela exercia nos telespectadores, ávidos por opiniar e palpitar no conteúdo mostrado na televisão. No entanto, há correntes de especialistas que defendem que não haja interatividade na televisão, ou que ela seja limitada.
É o caso de um grupo de pesquisadores em relação ao dominical Fantástico, também da rede Globo, que realiza enquetes com o público, através de um telefone gratuito. Em 2002, o modelo foi criticado por Gabriela Gemignani e Marcos Pierry, em artigo publicando no livro A Vida Com a TV – O poder da televisão no cotidiano (2002, p. 134), por limitar o número de ligações a 2 mil chamadas. Nesta época, apenas no Estado de São Paulo, 1,5 milhão de pessoas sintonizava a atração. O número de espectadores, só naquele Estado, segundo os pesquisadores, representava 0,13% do número de ligações.
Entre erros e acertos, a televisão foi adaptando a interatividade ao seu modo e, hoje, o público tem total acesso às equipes que comandam a programação. A opinião do público é um dos quesitos fundamentais que mantém ou retiram uma atração do ar. Através de e-mails, telefonemas para as emissoras, ou até comentários feitos por telespectadores em sites de discussão, redes sociais e blogs, o grau de aceitação é medido. A isso também se dá o nome de interatividade.
3.2 A interatividade hoje
A popularização de computadores, o aumento de velocidade da internet e a facilidade em adquirir telefones celulares, são alguns dos aspectos mais marcantes para a viabilização da interatividade nos veículos de comunicação atuais. Os veículos nunca estiveram tão perto de sua audiência, estabelecendo a comunicação como uma via de mão dupla.
As redes sociais são um grande instrumento de comunicação entre empresas e audiência. Pesquisa publicada em Março de 2009, pela IBM, mostra a popularidade das redes. O estudo prevê que, em três anos, o número de internautas em redes sociais (Orkut, Facebook, MySpace, Twitter, entre outros) ultrapassará 800 milhões. Ainda de acordo com a pesquisa, a TV pela internet, em 2012, deve apresentar o maior crescimento da rede, com aumento de 104% de participação.
O gerente de Interatividade do Pajuçara Sistema de Comunicação (PSCOM), Marcelo Martins, tem a função de ficar atento ao surgimento de novas mídias e viabilizar o uso delas na televisão, para que possam estreitar o canal de comunicação entre emissora e telespectador. Segundo ele, a internet traz inúmeras ferramentas úteis para que se exerça a interatividade. Ele acredita que as ferramentas de comunicação criam maior entendimento por parte da audiência, sobre o formato dos programas ofertados e deixam a empresa conhecer as opiniões de quem acompanha a programação. “As pessoas querem dar opiniões sobre determinados assuntos, participar de promoções, fazer denúncias e gostam de ver tendo valor sua opinião ou sugestão de pauta” (ENTREVISTA, 2009). Marcelo diz ainda que, diariamente, o Portal de Voz recebe cerca de 15 mil ligações. São pessoas que participam de enquetes, promoções e dão sugestões.
No entanto, a internet ainda não é o ponto forte da interatividade no PSCOM. Marcelo Martins explica que, dentre as ferramentas de interatividade da empresa, que inclui Portal de Voz (serviço de ligações), SMS, Clube de Assinaturas por SMS, Twitter, Orkut, MSN e e-mail, o telefone ainda é o mais usado. Neste caso, utilizando-se do Portal de Voz.
Agora, a expectativa é para a chegada da TV Digital, que deve cobrir todo o território nacional até 2014. A previsão do Ministério das Comunicações é de que o sinal digital chegue à casa de todos os brasileiros antes disso. Em 2016, o sinal analógico deve ser completamente substituído pelo digital.
3.3 A interatividade na TV Digital
A TV Digital começou a ser implantada no Brasil em dezembro de 2007. Muito antes disso, as discussões sobre esta nova tecnologia giravam em torno de modelos a serem adotados pelo Brasil (norte americano, japonês ou europeu), a adequação tecnológica das emissoras e a qualidade de som e imagem transmitidos pelo sistema.
As conversas não paravam por aí. Uma das grandes novidades da TV Digital é a interatividade. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, em 25/08/2009, o diretor de Engenharia da TV Globo São Paulo, Raymundo Barros, considerou que, em alguns anos, a interatividade será tão importante quanto o áudio e vídeo são para os telespectadores. Ele disse ainda que é “uma excelente ferramenta para aumentar a atratividade de nossos conteúdos”.
Outros especialistas concordam com Raymundo Barros. No livro Televisão Digital – desafios para a comunicação, organizado por Sebastião Squirra e Yvana Fechine, o PhD em Ciências da Computação, Carlos Ferraz, defende o aumento da participação do público, que deixa de ser passivo (apenas recebe a programação) para ser ativo (influenciar na programação e escolher o que quer assistir), quando se reúne os canais de interatividade atuais (basicamente telefone e internet) no controle remoto. No entanto, os pesquisadores acreditam que a interatividade só será aceita pelo público se o usuário conseguir identificar uma utilidade nela.
Quanto mais úteis forem as aplicações, maior sucesso fará a interatividade na TV (digital). A grande pergunta é: Para que serve a interatividade da TV Digital? As respostas são várias: Espera-se que a interatividade seja útil para melhorar a participação do público na TV, permitir o acesso a serviços e tornar a televisão mais informativa ou divertida. (2009, p. 38).
Segundo Carlos Ferraz, as discussões sobre a interatividade na TV Digital se voltam para as formas de participação do telespectador no conteúdo. Mas já há idéias de que será possível, por exemplo, durante a exibição do capítulo de uma novela, que o telespectador obtenha informações e até compre um objeto que está em cena, pelo controle remoto. A TV Digital ainda torna possível participar de enquetes e ler sinopses dos programas.
Mas os brasileiros vão ter que esperar um pouco para aproveitar da interatividade no mundo digital. Em primeiro lugar, porque a previsão é de que ela só comece a funcionar em dois ou três anos, com a segunda fase da implantação da tecnologia no Brasil. Em segundo, porque, segundo Ferraz, “não há modelos de negócios consistentes, que conveçam as emissoras a investir”. Outro empecilho pode estar, ainda de acordo com o autor, na resistência do público, durante a transição de passividade para atividade. Tais obstáculos podem ser superados, segundo o especialista, usando a criatividade.
Um grande desafio é ter aplicações atraentes, mas de fácil uso, considerando um dispositivo de entrada de dados bastante simples (controle remoto) e que a teçla está a algunsmetros de distãncia, diferentemente dos computadores, que possem teclado, mouse e tela a poucos centímetros do usuário. É preciso ser criativo! (2009, p. 40).

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