Texto da matéria referente ao tópico 4.2 A Denúncia Que Não Deu Certo.
Repórter: Lucas Malafaia
Data: 18 de Março de 2009
Apresentadora: Funcionários e pacientes do posto de saúde localizado na sede da Cruz Vermelha bloquearam, pela manhã, uma das avenidas mais movimentadas de Maceió. O protesto foi para cobrar que o Município assuma o gerenciamento da unidade de saúde. Caso contrário, terá que fechar as portas.
Repórter: Com faixas nas mãos, pacientes e funcionários do posto de saúde que funciona na sede da Cruz Vermelha, fizeram pelo menos três bloqueios na avenida Gustavo Paiva durante a manhã.
Sobe Som da população: Queremos posto! Queremos posto! Queremos posto!
Repórter: Os bloqueios não duraram nem cinco minutos, mesmo assim, o tempo foi suficiente para provocar congestionamento e tirar a paciência de muita gente.
Sobe Som de buzinas de carro
Motorista: A gente tem que trabalhar, não tem nada a ver com isso, e fica numa situação dessa aqui. É terrível!
Repórter: Os manifestantes cobram do prefeito Cícero Almeida, a municipalização do posto de saúde. Eles denunciam que a unidade já está há quatro anos sem gerenciamento do poder público, e há três sem receber sequer a verba de custeio. Durante esse tempo, o funcionamento só foi possível graças à união dos funcionários.
Diretora do posto: Todos os profissionais que trabalham aqui, nós estamos nos cotizando, comprando material de limpeza, abaixador de língua, luvas, especulo, com o nosso próprio recurso, para não parar a unidade.
Repórter: Como se não bastasse o descaso, a unidade pode ficar sem o prédio, o que, para a diretora, será a gota d’água para o fechamento.
Diretora do posto: A presidente da Cruz Vermelha está pagando energia, pagando água e ela disse que não tem mais condição, que isso é da alçada do município, e, portanto, ela disse, se não for tomada uma posição, ela quer o posto de volta, o prédio, né?
Presidente da Cruz Vermelha: Nós estamos solidários, porque, de jeito nenhum nós queremos o fechamento do posto, como a população também não merece, não pode ficar sem esse posto. Só que o Município tem que tomar uma posição, já que foi municipalizado, né?
Repórter: Se o posto for mesmo fechado, cerca de mil e quinhentas pessoas deixarão de ser atendidas por mês. Segundo a diretora da Unidade, a população mais prejudicada será a do Jacintinho, já que 90% dos pacientes vêm desse bairro. Seu Paulo é um deles. Usuário do posto há 25 anos, ele está preocupado com a possibilidade de fechamento.
Paulo Santana: Os médicos são bons, trabalham com amor, atende a gente bem.
Repórter: Dona Valdenice também é moradora do Jacintinho e teme ficar sem assistência médica.
Valdice Alves: O posto não pode fechar, porque, se fechar, quem vai dar plano de saúde pra gente?
Repórter: Lucas Malafaia
Data: 18 de Março de 2009
Apresentadora: Funcionários e pacientes do posto de saúde localizado na sede da Cruz Vermelha bloquearam, pela manhã, uma das avenidas mais movimentadas de Maceió. O protesto foi para cobrar que o Município assuma o gerenciamento da unidade de saúde. Caso contrário, terá que fechar as portas.
Repórter: Com faixas nas mãos, pacientes e funcionários do posto de saúde que funciona na sede da Cruz Vermelha, fizeram pelo menos três bloqueios na avenida Gustavo Paiva durante a manhã.
Sobe Som da população: Queremos posto! Queremos posto! Queremos posto!
Repórter: Os bloqueios não duraram nem cinco minutos, mesmo assim, o tempo foi suficiente para provocar congestionamento e tirar a paciência de muita gente.
Sobe Som de buzinas de carro
Motorista: A gente tem que trabalhar, não tem nada a ver com isso, e fica numa situação dessa aqui. É terrível!
Repórter: Os manifestantes cobram do prefeito Cícero Almeida, a municipalização do posto de saúde. Eles denunciam que a unidade já está há quatro anos sem gerenciamento do poder público, e há três sem receber sequer a verba de custeio. Durante esse tempo, o funcionamento só foi possível graças à união dos funcionários.
Diretora do posto: Todos os profissionais que trabalham aqui, nós estamos nos cotizando, comprando material de limpeza, abaixador de língua, luvas, especulo, com o nosso próprio recurso, para não parar a unidade.
Repórter: Como se não bastasse o descaso, a unidade pode ficar sem o prédio, o que, para a diretora, será a gota d’água para o fechamento.
Diretora do posto: A presidente da Cruz Vermelha está pagando energia, pagando água e ela disse que não tem mais condição, que isso é da alçada do município, e, portanto, ela disse, se não for tomada uma posição, ela quer o posto de volta, o prédio, né?
Presidente da Cruz Vermelha: Nós estamos solidários, porque, de jeito nenhum nós queremos o fechamento do posto, como a população também não merece, não pode ficar sem esse posto. Só que o Município tem que tomar uma posição, já que foi municipalizado, né?
Repórter: Se o posto for mesmo fechado, cerca de mil e quinhentas pessoas deixarão de ser atendidas por mês. Segundo a diretora da Unidade, a população mais prejudicada será a do Jacintinho, já que 90% dos pacientes vêm desse bairro. Seu Paulo é um deles. Usuário do posto há 25 anos, ele está preocupado com a possibilidade de fechamento.
Paulo Santana: Os médicos são bons, trabalham com amor, atende a gente bem.
Repórter: Dona Valdenice também é moradora do Jacintinho e teme ficar sem assistência médica.
Valdice Alves: O posto não pode fechar, porque, se fechar, quem vai dar plano de saúde pra gente?

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