sábado, 19 de dezembro de 2009

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não é a toa que José Afonso da Silva classificou a televisão, no segundo capítulo, como o quarto poder. O veículo de massa tem capacidade de ditar o que deve ser feito depois de certo ponto. Algumas pessoas movem mundos para se justificar pós-denúncia televisiva. Crises internas se criam depois de escancarada a realidade no telejornal.
Mas a imprensa não é a grande vilã da história. Pelo contrário. O jornalista, aqui, tem que ser visto como Robin Hood, o herói que roubava dos ricos e dava aos pobres. A denúncia que, muitas vezes, incomoda a políticos e empresários, é a mesma que vai trazer paz e sossego ao seu Zé, à dona Maria e a tantos habitantes de uma comunidade.
Gritos de ordem como “Queremos água!”, “Queremos teto!” e “Queremos justiça!” abrem as portas do jornalismo comunitário, que não pode ser feito com medo de quem ele possa incomodar. Ele segue à risca a intenção dita por Felipe Pena, também no segundo capítulo deste trabalho, de atender às demandas da cidadania e servir como instrumento de mobilização social.
O jornalismo é um instrumento social. Ele deve dar espaço para que a comunidade fale do que vive, independente dos meios que utilize. Existe a necessidade de se aproximar da sociedade, seja ela rica ou pobre.
Que se deixe o espetáculo para programas policiais ou de entretenimento. O Comunitário tem função social, tem responsabilidade e ética. Deve ser praticado seguindo as normas jornalísticas. Ouvir todos os lados, apurar informações e exibir com o máximo de isenção possível faz parte deste segmento.
A dona Severina, o senhor Petrúcio e todos os outros (incluindo, aqui, o seu Zé e a dona Maria), que se enxergam naquelas pessoas mostradas na televisão, agradecem.

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