Texto da matéria referente ao tópico 4.4.1 Trajeto ônibus/Mercado
Repórter: Rachel Amorim
Data: 21 de Abril de 2009
Apresentadora: Reféns da violência. O crescente número de assaltos dentro dos ônibus coletivos está mudando a rotina de quem usa o transporte público em Maceió. Na Levada, quem precisou pegar ônibus hoje cedo teve uma surpresa.
Repórter: No bairro da Levada, muita gente resolveu aproveitar o feriado de Tiradentes para ir à praia. Outros, para fazer as compras no Mercado da Produção. Mas, na hora de pegar o ônibus, a surpresa.
Passageira: Eu vim aqui pegar o ônibus para ir pro Mirante, pra praia do Mirante, quando cheguei aqui...
Passageiro: Não existe ônibus, não existe segurança, não existe nada. Só os vagabundos que dominam.
Repórter: Desde o último domingo, o terminal do Mercado da Produção serve apenas como ponto de encontro de amigos. Por conta dos constantes assaltos, os ônibus não passam mais pelo local. Com medo da violência, motoristas e cobradores preferiram mudar o itinerário dos coletivos.
Motorista de ônibus: Lá não tem policiamento. A polícia lá passa de vez em quando, é que passa dois, três policiais, mas não fica assim, diariamente. A gente, todo dia está lá. Todo dia tem assalto, todo dia é ladrão... o pessoal coloca a feira dentro do ônibus, o ladrão leva. O pessoal está ali com feira, leva. O pessoal estão com celular, só basta localizar o celular, oxe, lá vem o bote.
Repórter: Aqui no terminal, até o local onde se compravam as passagens está fechado. Segundo informações dos moradores, os trabalhadores das empresas decidiram excluir a parada da rota dos ônibus, depois de serem vítimas, na semana passada, de quatro assaltos seguidos. Apesar das denúncias, o policiamento demorou para ser reforçado na região. Só depois da decisão dos rodoviários, viaturas e policiais à cavalo começaram a circular com mais freqüência na área. A polícia reconhece que o local é crítico.
Policial: A resposta imediata é o reforço com relação ao policiamento motorizado. A gente buscar empregar a maior quantidade de viaturas no local em conjunto com o policiamento que já é empregado lá a pé.
Repórter: Como o reforço nas ações não começou a ser colocado em prática, motoristas e cobradores se arriscam a ir apenas até o terminal da Praça da Faculdade, e quem utiliza os ônibus para fazer compras no Mercado da Produção, o jeito é percorrer cerca de um quilômetro para chegar até o ponto.
Passageira: Faculdade, é? Faculdade?
Repórter: E andando?
Passageira: E andando!
Repórter: Cheia de sacola!
Passageira: Cheia de sacola e com a coluna doendo.
Passageiro: Enquanto a criminalidade está assolando aí na cidade, a gente ficamos assim, ó, entregue às baratas.
Apresentadora: Ainda não se sabe quando os ônibus voltarão a usar o terminal da Levada.
Repórter: Rachel Amorim
Data: 21 de Abril de 2009
Apresentadora: Reféns da violência. O crescente número de assaltos dentro dos ônibus coletivos está mudando a rotina de quem usa o transporte público em Maceió. Na Levada, quem precisou pegar ônibus hoje cedo teve uma surpresa.
Repórter: No bairro da Levada, muita gente resolveu aproveitar o feriado de Tiradentes para ir à praia. Outros, para fazer as compras no Mercado da Produção. Mas, na hora de pegar o ônibus, a surpresa.
Passageira: Eu vim aqui pegar o ônibus para ir pro Mirante, pra praia do Mirante, quando cheguei aqui...
Passageiro: Não existe ônibus, não existe segurança, não existe nada. Só os vagabundos que dominam.
Repórter: Desde o último domingo, o terminal do Mercado da Produção serve apenas como ponto de encontro de amigos. Por conta dos constantes assaltos, os ônibus não passam mais pelo local. Com medo da violência, motoristas e cobradores preferiram mudar o itinerário dos coletivos.
Motorista de ônibus: Lá não tem policiamento. A polícia lá passa de vez em quando, é que passa dois, três policiais, mas não fica assim, diariamente. A gente, todo dia está lá. Todo dia tem assalto, todo dia é ladrão... o pessoal coloca a feira dentro do ônibus, o ladrão leva. O pessoal está ali com feira, leva. O pessoal estão com celular, só basta localizar o celular, oxe, lá vem o bote.
Repórter: Aqui no terminal, até o local onde se compravam as passagens está fechado. Segundo informações dos moradores, os trabalhadores das empresas decidiram excluir a parada da rota dos ônibus, depois de serem vítimas, na semana passada, de quatro assaltos seguidos. Apesar das denúncias, o policiamento demorou para ser reforçado na região. Só depois da decisão dos rodoviários, viaturas e policiais à cavalo começaram a circular com mais freqüência na área. A polícia reconhece que o local é crítico.
Policial: A resposta imediata é o reforço com relação ao policiamento motorizado. A gente buscar empregar a maior quantidade de viaturas no local em conjunto com o policiamento que já é empregado lá a pé.
Repórter: Como o reforço nas ações não começou a ser colocado em prática, motoristas e cobradores se arriscam a ir apenas até o terminal da Praça da Faculdade, e quem utiliza os ônibus para fazer compras no Mercado da Produção, o jeito é percorrer cerca de um quilômetro para chegar até o ponto.
Passageira: Faculdade, é? Faculdade?
Repórter: E andando?
Passageira: E andando!
Repórter: Cheia de sacola!
Passageira: Cheia de sacola e com a coluna doendo.
Passageiro: Enquanto a criminalidade está assolando aí na cidade, a gente ficamos assim, ó, entregue às baratas.
Apresentadora: Ainda não se sabe quando os ônibus voltarão a usar o terminal da Levada.

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